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Sam Sparro.

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Sam Sparro com "Black And Gold".

Eu não sei o quanto ele já é famoso aqui no Brasil, - ou quantos grupos de dança pelo mundo estão fazendo coreografias com a música dele. Acho que não muito. Talvez os descoladinhos Freakys já o conheça.

Também porque se lançou no mercado da música, recentemente, em 2007. "Black And Gold" veio em 2008. E pela frente, o que mais virá? Só sei que essa música é incrível. É a música que mais escuto há algum tempo. É POP? Dane-se, este é o mercado do sucesso. São os produtos que subestimam as intenções, os valores, tudo. Não tem como não gostar.

NOTA: O verdadeiro clipe da música pode ser visto aqui. Não sei que mania agora dos canais das gravadoras terem desativado a incorporação dos vídeos. Como se mesmo assim as coisas não circulassem. Ai, ai... as aparências...

Sobre Lain.

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"Serial Experiments: Lain" (1998). Anime japonês em 13 episódios.

É impossível diagnosticar o drama de Lain. Considerando a criação e desenvoltura de Ryūtarō Nakamura em ir tão longe, habilidoso em difundir assuntos tão mistificados, unidos à fantasia, a tecnologia e a mente humana com suas inúmeras facetas criadas por nós mesmos, mas que nos esclarecem tudo. Chamadas "Inconsciência" e "Consciência".

O que propõe o personagem Lain, sobre a suposta infinita existência na "Coletividade (in)Consciência do Mundo", é passada para quem assiste. Quem se depara com Lain, com a obra, com certeza carregará consigo a existência de Lain. Pelo menos até seu término. Ou naqueles que realmente se sensibilizam com o tema, Lain sempre será uma referência.

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O fascínio em Animês Japoneses vai muito longe. Tudo é muito incrível no Japão. A cultura, o modo de vida, o processo de globalização que a cultura e o país enfrentam. Bom por um lado, ruim por outros. Mas tudo resulta no processo do homem. Não há como fugir disto.

Também vale salientar outros Animes que discutem temas terrivelmente comuns às pessoas. Como "Neon Genesis Evangelion" (Um clássico, obrigatório.) e "The Vision of Escaflowne" (Que é mais leve, uma aventura, mas não se deixe levar por sempre ser protagonizado por crianças. Isto com certeza carrega um grande motivo.)

Para nós ocidentais, o deslumbre com certeza deve ganhar pontos extras. Contando que somos, por natureza, fracos em religiosidade. Não que seja necessário. Porque inclusive, o que geralmente propõe Animês, são conflitos de personagens sobre existência. E isso não está necessariamente ligado a religiosidade como a conhecemos. Mas algo que está muito fundo na Inconsciência. E tem que ser muito habilidoso, no processo da vida, para ter acesso a estes "registros".

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Lain realmente me emocionou. O vídeo, o primeiro que achei quando digitei no Youtube, é de criação desconhecida. O cantor é Gary Jules. Muito bom!


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Sobrecrista.

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Eu já estou pensando algum tempo nesse assunto. Lendo blogs, livros, idéias, frases. E este ponto me fez estudar a maneira como cada um escreve. Não pela maneira do como se escrevem as palavras em sua união, no contexto. Mas talvez sobre o que cada um fala, os que falam sobre determinada coisa, isolando o próprio sujeito ou não. Existem muitas formas. Mas acredito na idéia de que cada um cria o seu jeito, e somente dele se escreve.

Alguém que aprendeu nos poemas a sua linguagem, nela permanecerá preso. Alguém que costuma falar sobre acontecimentos, um jornalista, poderia ser, sempre tratará seus textos com mais formalidade, até em um recado de geladeira. Mas não posso concretizar uma idéia, eu, por exemplo, tenho passado por diversas maneiras de escrever, desde que comecei a escrever. E ainda não encontrei a minha maneira. Não que isso seja importante, porque escrever é um ato intelectual. E na maioria das vezes, durante a vida, o intelectual só serve para os momentos de solidão. Porque é na intelectualidade que olhamos e buscamos em nós mesmos. Por fora, não há espaço para um detalhe como este, o “como escreve cada um”, a não ser que seja requisitado em uma ocasião, claro.

Todo este pouco, tampouco assunto, serve de reflexo até para quem lê, e pensa. Porque a escrita é uma habilidade muito rica, e nunca deve ser desprezada, nem mesmo no dia-a-dia. Eu gostaria de ter mais brainstorms, ou ter mais tempo contemplativo para tê-los. Mas, em uma vida metropolitana como a qual vivemos, de globalização, escrever é sinteticamente um refúgio ou um pensamento calculado, e nos dias de hoje, quando passa a ser mais que isso é publicado, porque nesta escrita vendida, carrega consigo outros ideais, que deixa de ser a escrita para o próprio ser.

“Sobrecristo, sobrecrista, sobre a escrita, sob a escrita. Em todos os cantos a escrita. Em todos a escrita.“

Performance "ANIMUS" (Espíritos do Corpo)

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Eu e Éllio Mendes, começamos a desenhar esta performance em uma festa. Estávamos sentados, eu com vinho, ele com cerveja. De pernas cruzadas: uma posição. Os pés se uniam. A partir daí vieram assuntos sobre o "Eu", o "Quem sou eu?", e "Quantos eu's?". E deste conflito simples, comum, foram vindo inspirações.

Foi apresentado no "3º Manifesto Cultural: Esse Lugar Não Existe..." em Paranapiacaba, como encerramento. Projeto criado por mim e por Brunno Almeida, originalmente concebido para o ECAL (Espaço Cultural Alberto Levy). Um projeto mensal, que chegou até Paranapiacaba, graças a Nilton Claudino, que esteve presente em uma das edições em São Paulo, e fez o convite.

Nesta versão, em Feveiro de 2009, o tema era "Manhas de Carnaval, de Elizeth Cardoso".

Deste modo, a performance sofreu influências para o tema. Porém, o projeto foi reestruturado para coexistir também em outras ocasiões.

Abaixo segue, do release do projeto, a Justificativa:

"A Performance “ANIMUS” utiliza-se das teorias do Psicanalista Carl Gustav Jung, e seu conceito de Animus e Anima. Imagens psíquicas da figura interior da mulher contida em um homem, e a figura de homem atuando na psique de uma mulher. Embora desiguais nos modos como se manifestam, ambos têm certas características em comum onde cada qual é uma configuração que emana de uma estrutura arquétípica básica. Dentro dos termos junguianos, a performance procura retratar o surgimento das artes plásticas com suas origens, nas diferenças culturais e as formações expressivas realizadas pelos povos primitivos, além da utilização de técnicas produtivas que manipulam materiais para construir formas e imagens que revelam uma concepção estética e poética de um determinado momento histórico e a importância das artes dentro da formação cognitiva do individuo."

VIDEOPROCESSO N1

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Vídeo criado a partir de materiais brutos e pessoais do acervo de Éllio Mendes e Rafael Fabrício. Consiste na idéia e prática de conduzir a uma miscigenação de imagens, em pausas e, livre de associações.