Eu já estou pensando algum tempo nesse assunto. Lendo blogs, livros, idéias, frases. E este ponto me fez estudar a maneira como cada um escreve. Não pela maneira do como se escrevem as palavras em sua união, no contexto. Mas talvez sobre o que cada um fala, os que falam sobre determinada coisa, isolando o próprio sujeito ou não. Existem muitas formas. Mas acredito na idéia de que cada um cria o seu jeito, e somente dele se escreve.
Alguém que aprendeu nos poemas a sua linguagem, nela permanecerá preso. Alguém que costuma falar sobre acontecimentos, um jornalista, poderia ser, sempre tratará seus textos com mais formalidade, até em um recado de geladeira. Mas não posso concretizar uma idéia, eu, por exemplo, tenho passado por diversas maneiras de escrever, desde que comecei a escrever. E ainda não encontrei a minha maneira. Não que isso seja importante, porque escrever é um ato intelectual. E na maioria das vezes, durante a vida, o intelectual só serve para os momentos de solidão. Porque é na intelectualidade que olhamos e buscamos em nós mesmos. Por fora, não há espaço para um detalhe como este, o “como escreve cada um”, a não ser que seja requisitado em uma ocasião, claro.
Todo este pouco, tampouco assunto, serve de reflexo até para quem lê, e pensa. Porque a escrita é uma habilidade muito rica, e nunca deve ser desprezada, nem mesmo no dia-a-dia. Eu gostaria de ter mais
brainstorms, ou ter mais tempo contemplativo para tê-los. Mas, em uma vida metropolitana como a qual vivemos, de globalização, escrever é sinteticamente um refúgio ou um pensamento calculado, e nos dias de hoje, quando passa a ser mais que isso é publicado, porque nesta escrita vendida, carrega consigo outros ideais, que deixa de ser a escrita para o próprio ser.
“Sobrecristo, sobrecrista, sobre a escrita, sob a escrita. Em todos os cantos a escrita. Em todos a escrita.“